quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Insania



Sei que ainda sou feliz quando amo.

Não importa o quê ou quem.

Sei que sou feliz.

Sei que sou feliz quando sonho que me amas ainda.

Quando esqueço a dor, a revolta…a saudade.


Sou feliz quando o sonho me ilude.

E as estrelas se unem, e brilham em uníssono.



Quando ando no passeio e o tempo passa por mim.
Quando o tempo nem passa por mim.


E sou feliz, mais uma vez, à mesa do café, a olhar o rio.
Quando as gaivotas passeiam na muralha.
Sou feliz porque me esqueço da vida.

Porque me lembro dos cheiros, porque me lembro das cores.

(e as frases que sei de cor…)


E ás vezes quase que sou feliz!

Quando o tento ser a força…

E naqueles dias em que consigo desenhar-te em mim,

ao pormenor.

Quando, a carvão, te amarro em mim.

E nos amarro.

Sou feliz quando procuro sorrisos.

Quando os encontro no passado.



E,

todavia,

sou feliz quando,

de repente,

me apercebo:

acabou.

Nós.

Acabou.


[Intervalo doloroso]


Ah,

a louca felicidade

de sofrer por amor!
Núria R. Pinto

1 comentário:

Anónimo disse...

"E sou feliz, mais uma vez, à mesa do café, a olhar o rio.
Quando as gaivotas passeiam na muralha.
Sou feliz porque me esqueço da vida.

Porque me lembro dos cheiros, porque me lembro das cores.

(e as frases que sei de cor…)"

Que nostalgia.Que boas lembranças, me enchem o coração e me embebedam de amor. Maravilhosos estes versos que me fazem lembrar dos entardeceres em alcácer do sal e dos abraços dos amigos.
Se não podermos repeti-lo, ao menos que o recordemos com tanta energia.