quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Busca


Ás vezes procuro-te em mim.

Sim,

procuro-te em mim.


Mergulho bem fundo e quase esqueço a dor que me assola o peito,

porque quando ris dás-me a vontade de te querer guardar cá dentro.

(E depois procuro-te em mim.)

Por que me acho nessa busca, inconstante e solitária,

e me perco quando te encontro.


Ás vezes encontro-te em mim

e esqueço que me perdi, quando as lágrimas caem ainda.

Ás vezes encontro-te em mim e consigo sorrir porque me achas.

Porque me achaste sempre em ti.


E é sempre assim quando te encontro.

E me perco e gosto assim

e sorrio e choro e canto.

Porque me acho quando me encontras,

e me perco num teu recanto.

Núria R. Pinto


1 comentário:

Ocsalon disse...

Depois de 2 dias a privar contigo e a começar a compreender algumas sinestesias da tua alma...valorizei ainda mais estes teus escritos.
Sabendo neste momento o que sentes, vim aqui beber para mais facil traçar uma linha entre o que debitas e o que demonstras.
É bom conhecerte-te, aliás sempre o foi... tu és uma das pessoas mais especiais que conheci e felizemente ainda conheço...sei bem que somos pouco mais que conhecidos e isto porque nunca privámos o tempo suficiente para percebermos o funcionamento de um e de outro.. no entanto já te conheço há tantos anos que já preciso de mais do que uma mão para os contar...e isso faz com que eu sinta alguma coisa quando escreves estas lindas palavras.
Tinha de realmente comentar estes teus trabalhos...demorei imenso tempo a escolher qual comentar! Escolhi este porque estas palavras seriam perfeitas para te dizer o que aconteceu diversas vezes durante estes mais do que um punhado de anos que te conheço, quando pensava nesta menina da terra longínqua.
Obrigado por ser como és
Obrigado por saberes quem sou
Obrigado por teres aparecido na minha vida
Um beijo enorme deste teu conhecido com pretensões a amigo