Quem disse que a saudade não mata, mente.
Porque hoje a chave na porta soube à tristeza dos dias mais sós. E no rodar do trinco engoli todas as lágrimas que este amor me obrigou a calar. Por amor.
Hoje não sei amar-te de outra forma. Soubesse, hoje, amar-te e ser feliz e todos os dias me pareceriam madrugadas de corpos despidos e mãos no cabelo. Mas hoje não sei amar-te assim. Porque o tempo se arrasta e me arrasta com ele e me esmaga contra a parede com a força dos dias em que não vens. E todos os quartos me parecem cantos onde me sento e me esqueço. Porque te amo...e tem um preço.
Soubesse amar-te de forma vazia e não seria o rio que sou hoje. E não sentiria o nosso amor com o desespero de carregar um oceano nas mãos.
Quem disse que a saudade não mata, mente.
Hoje o meu amor é do tamanho da distância que nos separa e pesa como um balde de sonhos sonhados de uma vez só.
Núria R. Pinto
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