Olhos do meu Amor! Infantes louros
Que trazem os meus presos, endoidados!
Neles deixei, um dia, os meus tesouros:
Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.
Neles ficaram meus palácios mouros,
Meus carros de combate, destroçados,
Os meus diamantes, todos os meus ouros
Que trouxe d'Além-Mundos ignorados!
Olhos do meu Amor! Fontes... cisternas...
Enigmáticas campas medievais...
Jardins de Espanha... catedrais eternas...
Berço vindo do Céu à minha porta...
Ó meu leito de núpcias irreais!...
Meu sumptuoso túmulo de morta!...
Florbela Espanca
1 comentário:
o melodrama do romantismo!!a doçura e a tristeza msturadas.almas em sofridao por algo nunca alcançado.o platonismo q pode levar à loucura. giro sem duvida, mas atençao, viver a vida é mto melhor.encara-la como se todos os dias fossem solarengos para mim é melhor.mas as almas em q a chuva abunda sempre criaram coisas bem bonitas. eis a melancolia criadora tipico de grandes seres.é um poema bonito sem duvida
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