Amo a minha música com a mesma intensidade com que amei todos os homens a quem me dei. Contudo, fui mais feliz a compor apaixonados temas que a viver estórias de amor. Como o vento, as estórias de amor são efémeras...o amor só é eterno de recordações. Se sofri em todas as efémeras tragédias, sempre voltei para aquela que me alimentava e me consumia: a euforia do jazz, o consolo dos blues...la vie en rose.
Foram tantas as madrugadas em que a dor da perda se aniquilou em Piaf. Tantos os homens que troquei por Brel...Tantos candeeiros se apagaram no amanhecer de Montmarte, em que, de braço dado, me dei a Aznavour e a olhares enciumados...
Sou feliz por saber quem em Brel há tantos Brel quanto canções...Há tantos males quanto curas para a efémera tragédia...
Núria R. Pinto
Sem comentários:
Enviar um comentário