
Ele nunca se arrependeu e certamente por isso nunca olhou para trás … Nunca me deu uma segunda oportunidade de mostrar quem era… Seguiu-me sempre (perseguiu-me sempre) e soube quase sempre como me ferir da pior maneira. Não posso dizer que me odeia, embora pareça que sim, acredito que me ame…a seu modo. Contudo, sempre foi bastante perspicaz, sempre soube levar a sua avante e sempre procurou dar-me uma lição. Ás vezes escondia-se, parecia que não vinha ou dizia que se atrasava. Outras vezes entrava de rompante, exigindo tudo aquilo que eu tinha (e que não tinha) para lhe dar. Havia alturas em que ficava apavorada. Muitas vezes tentei esconder-me…até fugir. Pode parecer estranho, mas há alturas em que até não é má companhia…alturas em que deixar-me levar por ele me parece a melhor e mais feliz solução.
Núria R. Pinto
1 comentário:
Como uma coisa tão abstrata nos marca fisica e psicologicamente! Como nos dá as mãos e ajuda... ou obriga a andar e a seguir. E, na verdade,é tudo bem melhor quando não lhe damos importância, quando não faz sentido na vida.
Que entre nós, amigas, o tempo nos marque e agarre pela sua beleza, ou
que deixe de fazer sentido...
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