segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Apresentação

Magritte





Se às vezes somos mais do que queremos,
nem sempre nos apercebemos disso...


somos mais do que a vida nos ordena quando queremos



mais do que a vida nos permite, alguma vez, possuir.




E assim nos desfazemos
(porque entretanto esgotámos as nossas chances de ser quem somos)
em mil e uma utopias daquilo em
que acreditamos ser
nós próprios.

(Não mais do que meros espelhos.

Contudo, de uma racionalidade exequível,

tão sólida e permanente. )

Às vezes sou mais eu do que alguma vez já consegui ser,



quando tento agir pensando o que o meu eu não pensa,



e contando a mim própria o que meu eu já fez.

E assim me descubro em recantos
que desconheço,
onde o meu eu não me encontra, e sou...



enfim.

Núria R. Pinto

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